sexta-feira, 5 de outubro de 2012

É pedir muito?

É pedir muito querer ter uma semana sem atribulações, sem problemas?
É pedir muito querer tirar o dia pra ouvir música e acreditar que é feliz nesses instantes?
É pedir muito ter alguém do seu lado para você chamar de amor?
É pedir muito não ser trocado pelo novo?
É pedir muito as pessoas notarem o que você fez e o que elas são para você?
É pedir muito comer o que lhe der na telha sem te lembrarem que você engorda?
É pedir muito que algo que você queira dê certo, ou melhor, que algo dê certo?
É pedir muito a pessoa guardar sua opinião ofensiva para si?
É pedir muito para que as criticas cessem um pouco?
É pedir muito entender que tem dias que a única companhia que quero é a minha, mas que tem dias que quero qualquer companhia menos a minha?
É pedir muito tentar me descobrir e não me entender?

Isa Zanardo C.

terça-feira, 11 de setembro de 2012


Meu fim de mundo...
É normal?

 É normal cansar da vida? De se relacionar com as pessoa? E preferir o sono ao invés do mundo?
Isa Zanardo

Para namorar tem que conhecer.
Tem que ser entre amigos.
Para não acabar em inimigos
Para não se arrepender.
Tem que ser vagoroso.
Para não se tornar rancoroso.

Isa Zanardo

terça-feira, 28 de agosto de 2012

sábado, 25 de agosto de 2012

quarta-feira, 4 de julho de 2012


      ANNABEL LEE *
      (de Edgar Allan Poe)
    Foi há muitos e muitos anos já,
    Num reino de ao pé do mar.
    Como sabeis todos, vivia lá
    Aquela que eu soube amar;
    E vivia sem outro pensamento
    Que amar-me e eu a adorar.
    Eu era criança e ela era criança,
    Neste reino ao pé do mar;
    Mas o nosso amor era mais que amor --
    O meu e o dela a amar;
    Um amor que os anjos do céu vieram
    a ambos nós invejar.
    E foi esta a razão por que, há muitos anos,
    Neste reino ao pé do mar,
    Um vento saiu duma nuvem, gelando
    A linda que eu soube amar;
    E o seu parente fidalgo veio
    De longe a me a tirar,
    Para a fechar num sepulcro
    Neste reino ao pé do mar.
    E os anjos, menos felizes no céu,
    Ainda a nos invejar...
    Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
    Neste reino ao pé do mar)
    Que o vento saiu da nuvem de noite
    Gelando e matando a que eu soube amar.
    Mas o nosso amor era mais que o amor
    De muitos mais velhos a amar,
    De muitos de mais meditar,
    E nem os anjos do céu lá em cima,
    Nem demônios debaixo do mar
    Poderão separar a minha alma da alma
    Da linda que eu soube amar.
    Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
    Da linda que eu soube amar;
    E as estrelas nos ares só me lembram olhares
    Da linda que eu soube amar;
    E assim 'stou deitado toda a noite ao lado
    Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
    No sepulcro ao pé do mar,
    Ao pé do murmúrio do mar.

    Fernando Pessoa